Quais são os tipos de painéis solares fotovoltaicos?

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O Brasil é o segundo maior país com potencial solar do mundo, perdendo somente para a Austrália. Essa capacidade vem se transformando em realidade nos últimos anos, visto que a matriz energética cresce significativamente, ano após ano.

Em 2021 a projeção foi de um crescimento de 68%, com o avanço tecnológico, a energia solar está se tornando cada vez mais acessível. Com todas as vantagens trazidas por essa matriz energética, está na hora de entender os tipos de painéis, e como isso influencia no orçamento.

A principal diferença entre os tipos de painéis é a tecnologia usada, por isso, trouxemos neste artigo os tipos de painéis fotovoltaicos, e como escolher, veja a seguir:

Placas solares:

O primeiro passo é entender o que são as placas, que constituem o painel. A placa é o que converte a energia solar na energia elétrica, ela é a principal responsável por todo o processo de geração de energia.

As placas captam fótons provindos do sol, ou mesmo radiação solar, e convertem em energia elétrica por meio de um sistema. Sua única manutenção é uma limpeza periódica, e sua vida útil ultrapassa os 20 anos.

Tipos de placas:

Os painéis diferem em tecnologia e eficiência, porém, o seu modo de operar é quase o mesmo. Suas indicações são das mais variadas, assim como seu orçamento.

Existem 3 principais tipos de painéis disponíveis no mercado, são eles:

  1. Painel solar fotovoltaico de silício monocristalino;
  2. Painel solar fotovoltaico de silício policristalino;
  3. Painel solar de filme fino;

1) Silício monocristalino:

A tecnologia mais antiga e também mais eficiente. O painel de silício monocristalino possui uma aparência uniforme, geralmente mais escura, com uma eficiência de 15 à 22%

Sua eficiência é reflexo do modo de produção, que coloca células individuais uma ao lado da outra, otimizando o espaço para uma maior área aproveitável. A vida útil desse painel é de mais de 30 anos, e funciona melhor com baixa exposição solar.

A desvantagem é que esse tipo de painel tende a ser mais caro, e sua produção, feita de silício, tende a gerar resíduos. Uma versão mais barata pode ser encontrada no silício policristalino.

2) Silício policristalino:

Similar ao monocristalino, o painél poli difere principalmente na sua produção, onde os cristais de silício são agrupados em blocos, que derivam o nome policristal. No geral, sua produção é mais fácil e suas células menos eficientes.

Sua eficiência é de 14 a 20%, sua vida útil também é de mais de 30 anos. Sua produção gera menos resíduos devido ao agrupamento dos cristais, e eles são mais baratos que os painéis monocristalinos.

Sua eficiência por metro quadrado é menor devido a menor pureza dos cristais. Para atingir a mesma capacidade energética dos painéis monocristalinos, é necessária uma quantidade maior de painéis deste tipo.

3) Filme fino:

Destaque pela sua cor escura, o filme fino nada mais é do que várias camadas de material fotovoltaico sobrepostas.

painéis solares de filme fino

Os painéis de filme fino se diferenciam pelo seu material de produção, que geralmente é silício, mas pesquisas já utilizam células orgânicas e até cobre, índio e gálio.

Dependendo do composto utilizado na produção, a eficiência dos painéis muda. Sua média fica entre 7 e 13%, com o avanço das tecnologias, alguns chegam até 16%.

Sua grande vantagem é sua produção, o painel solar de filme fino é muito mais barato de produzir, ele pode ser flexível, abrindo várias possibilidades de aplicação e sua eficiência é estável mesmo com obstruções.

Devido a sua baixa eficiência, eles exigem uma área maior de aplicação, e pela produção mais leve, eles tendem a degradar-se mais rapidamente.

Outros tipos:

Existem ainda mais tipos de painéis solares, como o silício amorfo, que possui baixa eficiência energética e é empregado em projetos pequenos, como calculadoras, por exemplo.

Painéis de seleneto de cobre, índio e gálio estão em fases de pesquisa, e revelam grande eficiência energética, porém, alguns de seus materiais são tóxicos, dificultando sua aplicação.

Outras pesquisas também utilizam células orgânicas para energia fotovoltaica, e ainda há painéis híbridos, que utilizam diversas tecnologias, aumentando significativamente sua eficiência.

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